Moradores de Malacacheta e de outros municípios do Nordeste de Minas passam a contar com uma estrutura hospitalar maior para internações, exames e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde. O Hospital Regional de Teófilo Otoni iniciou uma nova fase de funcionamento com a abertura de 40 leitos do SUS, incluindo vagas de terapia intensiva.

A ampliação foi anunciada em 30 de julho de 2026 pela Rede Mário Penna, responsável pela gestão da unidade. Dos 40 novos leitos, dez são de UTI e 30 de enfermaria. Entre os leitos comuns, 20 serão destinados a pacientes clínicos e dez a pacientes cirúrgicos.

A abertura dessas vagas aumenta a capacidade de atendimento em uma região que, durante anos, enfrentou dificuldades para conseguir internações, exames especializados e procedimentos de maior complexidade.

Como a ampliação pode beneficiar Malacacheta

Malacacheta integra a região de saúde de Teófilo Otoni/Malacacheta. O Hospital Regional atende pacientes encaminhados pela Central de Regulação da Macrorregião Nordeste, que reúne municípios dos vales do Mucuri e do Jequitinhonha.

Na prática, moradores de Malacacheta que necessitarem de internação, cirurgia ou atendimento especializado poderão ser encaminhados ao hospital, conforme avaliação médica, disponibilidade de vagas e autorização da regulação do SUS.

A abertura dos novos leitos não significa que o morador possa procurar diretamente o Hospital Regional para ser atendido. O acesso acontece por meio da rede pública de saúde: o paciente é avaliado no município de origem e, quando necessário, inserido no sistema de regulação para transferência ou agendamento.

Hospital começa a realizar cirurgias eletivas

Além das internações, o Hospital Regional de Teófilo Otoni iniciou a realização de cirurgias eletivas. Nos dois primeiros dias de funcionamento do centro cirúrgico, a unidade contabilizou 13 procedimentos realizados ou programados.

Entre as primeiras cirurgias estão procedimentos ginecológicos, de vesícula e de hérnia. Nessa fase inicial, foram atendidos pacientes de Águas Formosas, Crisólita, Franciscópolis, Fronteira dos Vales, Nanuque, Padre Paraíso, Palmópolis, Poté e Santa Helena de Minas.

A presença de pacientes de diferentes cidades mostra que o hospital já começou a cumprir sua função regional. À medida que novos serviços e leitos forem ativados, outros municípios, incluindo Malacacheta, poderão receber mais encaminhamentos.

Mais de 1,6 mil exames realizados

O Hospital Regional iniciou os primeiros atendimentos em 18 de maio. Em pouco mais de dois meses, a unidade realizou 1.694 exames de imagem, sendo 893 tomografias e 690 mamografias.

Com a nova etapa, o hospital também passou a receber pacientes transferidos da Unidade de Pronto Atendimento de Teófilo Otoni que aguardavam internação. A Rede Mário Penna informou que toda a demanda enviada pela Central de Regulação da Macrorregião Nordeste naquele período foi acolhida e teve o atendimento programado.

Em apenas dois dias de funcionamento dos novos leitos, 14 pacientes já haviam sido internados. A previsão era chegar a 23 internações, entre pacientes clínicos e cirúrgicos, com ocupação de até 80% das vagas disponíveis nessa primeira fase.

Hospital deverá chegar a 100 leitos em setembro

A implantação do Hospital Regional está sendo realizada em etapas. A previsão é que a unidade alcance 100 leitos em funcionamento até o fim de setembro de 2026.

Até o encerramento do ano, praticamente metade da estrutura deverá estar em operação. Outras duas etapas estão previstas para 2027, quando o hospital deverá se aproximar de sua capacidade máxima.

A unidade é referência para 57 municípios da Macrorregião Nordeste de Saúde e tem potencial para beneficiar mais de 800 mil moradores. A ampliação representa mais opções de exames, internações, UTIs e cirurgias para pacientes que antes precisavam aguardar vagas ou viajar para centros mais distantes.

Para Malacacheta, o avanço pode reduzir o tempo de espera por atendimentos hospitalares e facilitar o acesso a serviços especializados. O resultado dependerá, porém, da disponibilidade de vagas e do funcionamento integrado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Central de Regulação do SUS.

Fonte: Rede Mário Penna e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.